Pablo Malter
Filmes: E o Tempo Passa, O Lago, Schogetten
E o Tempo Passa, de Alberto Seixas Santos, foi lançado este ano nos cinemas com uma péssima campanha e ninguém foi ve-lo. Além de ser uma interessantissima proposta de cinema, era um filme que revelava muitos jovens. Um actor deu nas vistas, Pablo Malter,na intriga um actor adolescente que se apaixona pela actriz que faz de sua professora. Basicamente, Pablo tinha de fazer de “moranguito”, ou seja, de actor adolescente da escola Morangos com Açucar. Um papel delicia para um actor que parece indomesticavel.
Esse lado indomesticavel talvez se explique pela sua origem: pais alemães, nascimento,infância e juventude numa aldeia algarvia na serra e formação no Chapitô.
Ele próprio assume as influências de uma educação de pais hippies.A veia artistica na minha vida foi algo que se decidiu por si próprio.
Aos 10 anos, antes de eu pensar em algo, já se programava que fosse para o Chapitô, depoios de os meus irmãos também terem lá estudado.Mas o cinema veio por acidente, depois de um amigo meu insistir.Aconteceu com uma curta-metragem O Lago, de André Marques.Um acidente que gerou outro.A escolha para ser um dos protagonistas de E o tempo Passa foi graças ao que fez numa peça de teatro, A Mata, pelos Artistas Unidos.Seixas Santos estava no publico e reteve o seu rosto.Pelo meio, houve tempo para crescer como actor e como homem entra peças de teatro, trabalho como malabarista e performer.
Quando chegou ao plateau de Seixas Santos sentiu a responsabilidade e tudo mudou.Foi uma coisa nova para me.Uma experiência muito boa, em que era eu próprio que me pressionava.Queria estar preparado.
Enquanto não chovem outro acidentes de cinema, Pablo continua firme na serra de Monchique, onde criou e dirige a Postigo, uma associação cultural que produz eventos naquele meio rural.
Fico muito nervoso quando tenho de vir a Lisboa.Sinto-me bem no Algarve, mas sei que é em Lisboa que tudo se passa .
Estou muito habituada à vida de campo e gosto desse vida.
O ideal para me era vir a Lisboa, fazer uns trabalhos e depois regressar, mas sei que as coisas não se passam assim, conta, enquanto confessa sem problemas que já fez de tudo na vida, desde servir num restaurante até a trabalhar nas obras.Recentemente voltou a filmar com André Marques.Uma curta-metragem,Schogetten, em que também assinava o guião.Para um futuro próximo sonha muito por alto trabalhar com Edgar Pêra.Enquanto não chega o convite, começa a pensar em fazer um curso de actor em Berlin ou Noruega.Pablo Malter não vai ficar parado.Os ares bucólicos da serra não o amolecem….
Fonte: Diário de Notícias texto de Rui Pedro Tendinha




